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PROBLEMAS DE SAÚDE
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#QuemAmaCastra

Não precisa esperar que a gata (o) ou cachorra (o) tenha 6 meses para castrar!!!!! Com 6 meses a gata/cachorra já poderá ter entrado no cio e sim, pode emprenhar. A partir de 2 meses se o animal estiver bem de saúde já pode castrar!!!! Tudo depende da avaliação do médico veterinário.
Não deixem seus animais se procriarem...não há lares para todos!!!! Não damos conta de ajudar todos!!!!
http://www.gazetadopovo.com.br/vida-e-cidadania/rede-de-protecao-animal-projeta-castrar-7-mil-animais-em-curitiba-ate-outubro-5o2xsnznypbifnaqjxyt37h1z
Conscientização

Cachorrinha encontrada ontem no bairro Xaxim.
PROCEDIMENTOS
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BENEFÍCIOS
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FÊMEAS
| Retirada dos ovários, tubas uterinas e útero |
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MACHOS
| Retirada dos testículos |
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AMBOS
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http://tvg.globo.com/programas/mais-voce/O-programa/noticia/2013/07/veterinario-explica-como-e-a-castracao-de-animais-so-traz-beneficio.html
Muitos donos de animais de estimação se deparam com um dilema: castrar
ou não castrar o bichinho? Esta dúvida está diretamente ligada à
prevenção de doenças nos animaizinhos. Para explicar como é e quais os
benefícios deste procedimento, o Mais Você ouviu o veterinário Roberto Teixeira.


Artigos de especialistas em saúde e comportamento de cães e gatos
CASTRAR SIM... E QUANTO ANTES MELHOR!
Dra. Silvia Crusco e Claudia Pizzolatto*
Quem convive com cães sabe. De repente, lá pelos 8 meses de idade, o filhotinho brincalhão começa a ficar adulto. Ou seja, a ter atitudes como: ser possessivo, brigar com outros animais, marcar território com urina, montar em cães, pessoas da casa ou visitas sem a menor cerimônia, entre outras artes. Na fêmea, de repente, aparece o sangramento do cio e suas consequências, como sangue no tapete e a presença dos cães da vizinhança na porta de casa.
O início da puberdade – que nada mais é do que o começo da produção dos hormônios sexuais – significa mudanças para sempre no organismo e no comportamento do cão, que podem ser o ponto de partida para problemas de relacionamento com o dono e o desenvolvimento de maus hábitos.
Por esse motivo, cada vez mais os comportamentalistas estão optando por recomendar a castração ... de preferência antes dos 8 meses de idade.
A ação dos hormônios sexuais dá início a comportamentos que podem continuar mesmo depois da castração, devido ao cão se acostumar a eles.
Do ponto de vista veterinário, a castração é o único meio de evitar a reprodução que previne, ao mesmo tempo, tumores no aparelho reprodutivo, muito comuns nos cães com idade madura e mais avançada. O problema resulta de um processo de multiplicação exagerada de células em órgãos do aparelho reprodutor, estimulado pelos hormônios sexuais.
Castrar a fêmea antes dos 6 meses também é recomendado. Nas cadelas que fazem a cirurgia depois entrar na puberdade, os casos de tumores na mama diminuem, mas não se tornam quase nulos, como acontece quando a castração é precoce.
No Brasil, há veterinários castrando a partir dos 2 meses de idade, costume mais generalizado nos Estados Unidos. As técnicas cirúrgica e anestésica usadas em nosso país permitem realizar a castração precoce com grande segurança. É o caso da anestesia inalatória: o cão dorme sedado, inalando um gás anestésico por um tubo ou máscara. A cirurgia é feita rapidamente, com pequenas incisões - nos machos a operação dura apenas 20 minutos e 40 nas fêmeas, sem precisar de internação.
Nos Estados Unidos, torna-se cada vez mais comum castrar filhotes com apenas 7 ou 8 semanas de vida, já que a recuperação da cirurgia é mais rápida. Elimina-se qualquer chance de gravidez precoce, e a tecnologia permite esse avanço.
Perde adeptos a opção pela castração com cerca de 1 ano de idade, para dar tempo de os hormônios sexuais agirem.
Não foram jamais provadas as teorias pelas quais essa estratégia estimularia a hipófise a produzir o hormônio do crescimento, a desenvolver a ossatura e o macho a ganhar massa muscular.
Pelo contrário, não é raro ver cães castrados mais desenvolvidos que seus irmãos de ninhada não-castrados.
CORRIGINDO COMPORTAMENTOS
A castração ajuda a corrigir comportamentos indesejados, é o que garante um estudo feito em cães machos pelo Veterinary Medical Teachiong Hospital, da Universidade da Califórnia em conjunto com o Small Animal Clinic, da Universidade de Michigan.
Bastou a cirurgia ser feita para, em grande parte dos casos, cessar o comportamento indesejado.
- Fugir – 94% dos casos foram resolvidos, 47% deles rapidamente.
- Montar – 67% dos casos foram resolvidos, 50% deles rapidamente.
- Demarcar território – 50% dos casos foram resolvidos, 20% deles rapidamente.
- Agredir outros machos – 63% dos casos foram resolvidos, 60% deles, rapidamente.
• Nos cães castrados, a agressividade por defesa territorial ou por medo não foram alteradas.
• Alguns cães ficaram mais calmos e mais carinhosos, mantendo maior proximidade física com os donos, e deixando de encarar qualquer movimento como provocação.
CASTRAÇÃO PRECOCE
COMPORTAMENTO E SAÚDE -- APÓS 6 meses - ANTES de 6 meses
Estabilidade de comportamento -- Maior - Muito maior
Agressividade por disputa sexual -- Menor - Muito menor
Brigas com outros cães -- Menos - Muito menos
Montar em outros cães ou pessoas -- Menos - Quase nulo
Demarcação de território com urina - Menos - Quase nulo
Possessividade exagerada -- Menor - Muito menor
Tendência a engordar -- Alta - Mínima
Probabilidade de Tumor na Mama -- Média - Quase nula
Maturidade Emocional -- 2 anos - 2,5 anos
Fugas em busca de fêmeas -- Menos - Nulas
Instinto territorial -- Inalterado - Inalterado
Instinto de guarda -- Inalterado - Inalterado
Desenvolvimento físico -- Inalterado - Inalterado
(A comparação é feita tendo como base os cães não-castrados.)
IDÉIAS ERRADAS
“Cão castrado é mais propenso a problemas de saúde.”
FALSO: a probabilidade de pegar doenças não aumenta com a castração. Antes pelo contrário: a retirada de útero e dos ovários, ou testículos, acaba com a possibilidade de infecções e tumores nesses órgãos, e de complicações ligadas à gravidez e ao parto. Sem acasalamentos, as doenças sexualmente transmissíveis deixam de representar risco. Cai a incidência de tumores da mama.
“Acasalar deixa o macho emocionalmente mais estável.”
FALSO: dependendo das disputas, o acasalamento pode até causar instabilidade emocional.
“A fêmea precisa ter crias para manter o equilíbrio emocional.”
FALSO: não há relação entre os dois fatos. O equilíbrio emocional fica completo com a maturidade, que ocorre por volta dos 2 anos nos cães não castrados. Se uma cadela se mostrar mais calma e responsável depois da primeira ninhada, é porque amadureceu devido a ter avançado na idade e não porque se tornou mãe.
“A falta de prática sexual causa sofrimento.”
FALSO: o que leva o cão à iniciativa de acasalar e exclusivamente o instinto de procriar, e não o prazer nem a necessidade afetiva. O sofrimento pode atingir machos não castrados se vivem com fêmeas e não podem cruzar: ficam mais agitados, agressivos, não comem e perdem peso.
“Castrar reduz a agressividade do cão de guarda.”
FALSO: a agressividade necessária para a guarda é determinada pelos instintos territorial e de caça e pelo treinamento, sem ser alterada pela castração.
*Dra. Silvia Crusco, veterinária especializada em castração e Claudia Pizzolatto, treinadora especializada em comportamento canino.
Artigo publicado na Revista Cães e Cia de janeiro de 2001
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CASTRAÇÃO:
COMO ELA PODE PROPORCIONAR SAÚDE E BEM-ESTAR AOS CÃES E GATOS
Dra. Gisela Mechlin Wajsfeld, Médica Veterinária
Sem dúvida que a castração, à primeira vista, assusta todos os guardiães de cães e gatos... "Castrar o meu cachorrinho / gatinho? Tadinho dele!".
Atualmente sabe-se que ocorre o contrário.
O animal sofre menos se for castrado, principalmente se a cirurgia for precoce (antes dos 6 meses de idade).
POR QUÊ?
Há inúmeros trabalhos científicos veterinários que comprovam que machos e fêmeas, cães e gatos, castrados possuem uma maior expectativa de vida. Tal fato deve-se a vários motivos.
A fêmea castrada antes do primeiro cio tem quase nula a chance de desenvolver tumores de mama quando tiver mais idade. O tumor de mama é o câncer mais comum, principalmente em cadelas idosas.
Além disso, evita totalmente a possibilidade de tumores de ovário e útero, sem falar na piometra, infecção uterina que comumente afeta fêmeas em qualquer idade. Sabe-se que a castração realizada até o quarto cio, diminui as chances da cadela apresentar os tumores de mama ... por isso, quanto mais cedo melhor, porque o efeito da cirurgia, para este objetivo, diminui com a ação dos hormônios liberados nos cios.
Como se a prevenção de câncer não bastasse, temos também suprimidos todos aqueles sintomas de cio, como o sangramento, o inchaço da vulva, a gestação psicológica e a atração de machos pelas cachorras, além dos miados constantes, as tentativas de fuga e a inquietação típicos das gatas. É comum as quedas de gatos, machos e fêmeas, dos apartamentos serem motivadas pelo cio. Para complementar ainda, a castração de fêmeas ajuda a prevenir o diabetes e não causa obesidade, que depende unicamente da alimentação e da atividade física do animal.
A castração na fêmea (OSH - ovário-salpingo-histerectomia) constitui-se na retirada dos 2 ovários e do útero, que é composto por 2 cornos uterinos e um colo, assumindo o formato de um Y. No macho são retirados os dois testículos (orquiectomia total), permanecendo a bolsa testicular. Em ambos os sexos a cirurgia, principalmente se realizada em animais jovens, é extremamente segura e não deixa o animal traumatizado.
No macho as vantagens também são inúmeras.
A castração previne totalmente a incidência de tumores testiculares e diminui consideravelmente o câncer de próstata, as hérnias perineais e a hipertrofia prostática, comum em machos idosos e frequente causa de infecções urinárias. Além disso torna o animal mais comportado, diminuindo as fugas e brigas, levando a uma menor incidência de infecções e atropelamentos. O macho castrado não vai marcar tanto o território através da urina e não fica "montando", no caso dos cães, incessantemente na perna das pessoas e objetos da casa. O cão de guarda será ainda melhor, visto não se preocupar mais com cachorras no cio, concentrando sua atenção na casa e na família.
No caso dos gatos, em especial, o fato de diminuírem as brigas e cruzamentos, incorre na prevenção da AIDS felina - que é transmitida pelo cruzamento e por mordidas e ainda não há vacina disponível.
Observação: a AIDS felina é específica dos gatos e não é possível de ser transmitida ao homem de forma alguma, nem por mordidas, arranhões, lambidas ou contato com o sangue, urina, saliva e fezes.
Por experiência própria e relatos dos proprietários, posso afirmar que os animais só mudam seus comportamentos para melhor depois da cirurgia.
O animal castrado não perde a sua personalidade, pelo contrário, sem estar mais sujeito às ações dos hormônios sexuais, torna-se mais calmo e sociável, podendo se dedicar mais às brincadeiras com os donos e outros animais.
O animal não tem mais sua circulação restringida durante o cio, ficando assim acessível o tempo todo, mais saudável, mais feliz e mais companheiro, por muito mais tempo.
Não há comprovação científica de que o animal tenha que cruzar para ser normal, para desenvolver sua personalidade ou para prevenir doenças, que já vimos que é papel da castração. Um animal que cruza agora não ficará satisfeito até o final de sua vida, tendo sua vontade renovada no próximo cio (ou motivada pelo cio das fêmeas da espécie – e machos sentem cheiro de fêmea no cio há quilômetros de distância!).
Não há condições de cruzar a fêmea todo o cio ou o macho todo mês. Eles podem ficar mais calmos com o cruzamento, mas apenas temporariamente. Não há trabalhos comprovando que uma ou mais gestações venham a prevenir o câncer na fêmea... a castração sim. Além disso, como podemos garantir que vamos conseguir arrumar bons lares para todos os filhotes gerados? Infelizmente, muitas pessoas não têm a responsabilidade de assumir um animal até o final de sua vida... 15 e até 20 anos.
--
Além de visar a saúde e o bem-estar do animal "particular", a castração é a solução para os animais "públicos", ou seja, aqueles que são abandonados pelos donos e ficam pelas ruas à mercê de suas próprias sortes... ou será "azares"?
Gatos e cães são abandonados todos os dias... porque ficaram doentes, porque estão velhos, porque o dono não sabe lidar com eles ou simplesmente não os querem mais. Correm perigos, sentem fome, frio e medo, podem causar acidentes de trânsito. Em praças e parques públicos são abandonados ninhadas de filhotes recém-nascidos indesejados por seus donos.
Os governos ainda promovem o sacrifício de cães e gatos como solução para o problema da superpopulação dessas espécies. Não promovem campanhas de castração e de educação para a guarda responsável; não fiscalizam o comércio ilegal - ações preconizadas pela OMS. Não existe habitat natural e nem lares suficientes para tantos cães e gatos.
Por todos os motivos citados e por todos os cães e gatos, com donos ou sem donos, a castração é, acima de tudo, um ato de amor!
*Dra. Gisela Mechlin Wajsfeld é Médica Veterinária - CRMV-SP 7250.
Texto adaptado de www.vira-lata.org/doc9.shtml
Protetores, ONGs e a todos aqueles que ajudam os animais,
Sonhar vale a pena! Pois para nós, Drª. Paola, Drª. Cristina e Edi, nosso sonho tornou-se realidade no mês de agosto-2011. Conseguimos inaugurar a clínica CASA VET - Centro de Assistência `a Saúde Animal Ltda.
Nosso projeto foi idealizado com o seguinte propósito: atender animais abandonados resgatados por protetores, ONGs e da população de baixa renda.
Desde o tempo de estudantes de veterinária, tínhamos este sonho – ajudar animais abandonados – prestando-lhes os cuidados médicos que necessitam, além de trabalhar efetivamente no controle populacional dos mesmos, através da prática da esterilização cirúrgica, com técnicas avançadas de mínima invasão para diminuir o tempo de recuperação e de dor dos nossos pacientes.
Hoje, mais do que nunca, vemos a necessidade de clínicas como a CASA VET, onde protetores e ONGs possam ser atendidos e pagar um valor justo, colaborando para que todos os animais carentes tenham a chance de serem adotados e cuidados, sem nos preocupar em passar um problema a frente, mas sim tendo absoluta certeza de que estes animais serão amados como uma população digna de respeito.
Conhecemos o dia-a-dia de um protetor, ONGs e abrigos e as dificuldades financeiras que enfrentam. Nosso projeto nada mais é do que uma parceria com este público, que cansado de esperar por ações públicas assim como nós, vão à luta e combatem – muitas vezes sozinhos – o descaso, o abandono e a indiferença perante estes seres indefesos.
Por isso, gostaríamos de colocar a disposição de toda a comunidade de protetores de Curitiba e região metropolitana, ONGs e famílias carentes , nosso trabalho como médicas veterinárias e protetoras, que também somos.
Atendemos nas áreas de clínica médica e cirúrgica.
A Clinica CASA VET fica situada a Rua Pe. Paulo Warkocz, 70 – Jardim Gabineto/CIC (próximo ao viaduto da Av. Toaldo Tulio) – Curitiba – PR.
Fone: 41-3373-6263
e-mail: casavet@live.com
Ficaremos muito felizes em fazer uma parceria com vocês e assim ajudar aqueles que ajudam os animais!
Nosso lema: Adote – Ame – Cuide – Castre
Atenciosamente,
Centro de Assistência à Saúde Animal Ltda.
http://www.gazetadopovo.com.br/animal/conteudo.phtml?tl=1&id=1175356&tit=Castracao-traz-beneficios-para-o-seu-pet
Cirurgia não traz consequências apenas para o controle populacional. Ela ajuda também a previnir cânceres e acaba com alguns maus hábitos
Publicado em 01/10/2011 | Dâmaris Thomazini
A castração, procedimento de retirada dos testículos dos machos e dos ovários e do útero das fêmeas, está longe de se limitar apenas a consequências no campo do controle populacional. A cirurgia, dizem os especialistas, evita que os pets apresentem tumores de próstata e de mama, além de ajudar a moldar o comportamento dos bichinhos em relação à agressividade e à demarcação de território – típicos durante o jogo de conquista do sexo oposto.
“Nas cadelas não castradas, a incidência de câncer de mama é de 26%. Se castradas antes do primeiro cio, a incidência cai para 0,5%”, explica o cirurgião oncologista da Clinivet Thiago Sillas. Já nas gatas, a castração antes dos seis meses de vida previne 90% dos tumores de mama.
Para que a prevenção ao câncer seja maior, o ideal é que a castração seja feita antes da maturação sexual dos pets:
Cães
Machos – antes dos oito meses de vida (raças de pequeno porte); antes de 12 ou 14 meses (raças de grande porte);
Fêmeas – antes dos seis meses de vida.
Gatos
Machos – antes dos oito meses de vida;
Fêmeas – antes dos seis meses de vida.
Observação: Uma cadela com filhotes recém-nascidos precisa esperar de 30 a 40 dias para ser castrada. Para gatos, o procedimento exige mais rapidez, pois, enquanto as cadelas entram no cio a cada seis meses, uma gata pode ficar prenha ainda durante o período de amamentação.
Gato que voa?
Além dos miados estridentes, gatos não castrados e que vivem em apartamentos podem sofrer a síndrome do “gato voador”: “Ao sentirem necessidade de cruzar, diante do cheiro de um animal no cio, eles podem se jogar pela janela”, revela a médica veterinária Simone Guérios.
Um cão mais sociável
Diante da agressividade do maltês Tobi, sempre que avistava uma fêmea no cio, a farmacêutica Renata Ratto decidiu castrá-lo aos quatro anos de idade. “Ele fazia muito xixi nos vasos de plantas de casa, agarrava bichinhos de pelúcia e ficava muito bravo perto de fêmeas”, conta a dona. A cirurgia só não foi feita antes porque Renata pretendia cruzá-lo, mas o estopim para castração aconteceu quando Tobi tentou morder um amigo de Renata que tentava proteger uma cadela. Dois dias após a cirurgia, Tobi já estava animado como sempre e Renata percebeu que um cão muito mais educado voltou ao lar. “Ele está mais calmo e a demarcação diminui muito”, diz a dona satisfeita.
A maioria destes benefícios só está garantida quando o procedimento é realizado antes da puberdade (ver quadro). “Após dois anos de idade, a castração de fêmeas não protege contra o câncer e infecções no útero, mas interrompe alguns processos do cio, como o sangramento”, explica a professora de técnica cirúrgica do curso de Medicina Veterinária da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e coordenadora da Unidade Móvel de Esterilização e Educação (Umes) ou Castramóvel, Simone Guérios.
A necessidade de reprodução pode deixar os cães mais agitados e fazer com que as gatas miem demais durante as madrugadas. “Estes comportamentos costumam incomodar os donos e, com a castração, eles deixam de ser repetidos”, diz a médica veterinária da Clínica Mania de Gato Marúcia de Andrade Cruz. Em animais já adultos, a cirurgia não interrompe as manias de demarcação e de fugas noturnas, por isso é recomendável que o procedimento seja feito antes que eles criem estes hábitos.
Educação, em vez de castração em massa. Esse é o principal objetivo da Unidade Móvel de Esterilização e Educação (Umes), popularmente chamada de Castramóvel. O projeto da Universidade Federal do Paraná, que conta com um centro cirúrgico dentro de um ônibus, funciona em parceria com a prefeitura de Curitiba, desde 2010. Dentro do centro cirúrgico, cães e gatos são castrados somente depois que seus donos assistem às palestras sobre guarda responsável e saúde animal.
“Após esta etapa [das palestras], os animais passam por uma checagem física, vacinação, exames de sangue e ultrassom e [só então] acontece a cirurgia”, explica a bióloga da Rede de Proteção Animal da prefeitura Sueli Kiniko Sasaoka.
Cerca de 12 animais são operados a cada ação, mas a educação é a parte mais importante do processo. “Recebemos críticas, pois muitas pessoas acham que deveríamos atender todos os cães e gatos abandonados, mas uma das condições para a castração na unidade é que o animal tenha um dono. Sem esta conscientização, não é possível diminuir o número de animais nas ruas”, analisa a coordenadora do projeto, Simone Guérios.
O serviço é prestado apenas à população de baixa renda e de forma gratuita – em clínicas veterinárias, a cirurgia custa em torno de R$250 a R$600.
Vantagem em qualquer idade
Não há limite de idade para que um animal possa ser castrado. A única diferença é que, antes da cirurgia, pets idosos precisam passar por um check-up mais detalhado, além de fazerem os exames de sangue. “O animal idoso é castrado para o tratamento de doenças hormonais que podem ser evitadas e até curadas após a cirurgia, como câncer de próstata e de testículos”, diz a coordenadora do Castramóvel, Simone Guérios.
Os veterinários tranquilizam os donos que temem pela vida de seus bichos dentro de um centro cirúrgico: o procedimento nas fêmeas é feito com apenas um pequeno corte no abdômen e nos machos é mais superficial, pois não invade a cavidade abdominal. “No primeiro dia, eles podem ficar mais abatidos, mas depois já mostram a mesma disposição. A recuperação é boa e, em sete dias, os pontos podem ser retirados”, explica o cirurgião oncologista da Clinivet Thiago Sillas.
BENEFÍCIOS DA CASTRAÇÃO
http://www.gazetadopovo.com.br/animal/conteudo.phtml?tl=1&id=1175356&tit=Castracao-traz-beneficios-para-o-seu-pet
Cirurgia não traz consequências apenas para o controle populacional. Ela ajuda também a previnir cânceres e acaba com alguns maus hábitos
Publicado em 01/10/2011 | Dâmaris Thomazini
A castração, procedimento de retirada dos testículos dos machos e dos ovários e do útero das fêmeas, está longe de se limitar apenas a consequências no campo do controle populacional. A cirurgia, dizem os especialistas, evita que os pets apresentem tumores de próstata e de mama, além de ajudar a moldar o comportamento dos bichinhos em relação à agressividade e à demarcação de território – típicos durante o jogo de conquista do sexo oposto.
“Nas cadelas não castradas, a incidência de câncer de mama é de 26%. Se castradas antes do primeiro cio, a incidência cai para 0,5%”, explica o cirurgião oncologista da Clinivet Thiago Sillas. Já nas gatas, a castração antes dos seis meses de vida previne 90% dos tumores de mama.
Para que a prevenção ao câncer seja maior, o ideal é que a castração seja feita antes da maturação sexual dos pets:
Cães
Machos – antes dos oito meses de vida (raças de pequeno porte); antes de 12 ou 14 meses (raças de grande porte);
Fêmeas – antes dos seis meses de vida.
Gatos
Machos – antes dos oito meses de vida;
Fêmeas – antes dos seis meses de vida.
Observação: Uma cadela com filhotes recém-nascidos precisa esperar de 30 a 40 dias para ser castrada. Para gatos, o procedimento exige mais rapidez, pois, enquanto as cadelas entram no cio a cada seis meses, uma gata pode ficar prenha ainda durante o período de amamentação.
Gato que voa?
Além dos miados estridentes, gatos não castrados e que vivem em apartamentos podem sofrer a síndrome do “gato voador”: “Ao sentirem necessidade de cruzar, diante do cheiro de um animal no cio, eles podem se jogar pela janela”, revela a médica veterinária Simone Guérios.
Um cão mais sociável
Diante da agressividade do maltês Tobi, sempre que avistava uma fêmea no cio, a farmacêutica Renata Ratto decidiu castrá-lo aos quatro anos de idade. “Ele fazia muito xixi nos vasos de plantas de casa, agarrava bichinhos de pelúcia e ficava muito bravo perto de fêmeas”, conta a dona. A cirurgia só não foi feita antes porque Renata pretendia cruzá-lo, mas o estopim para castração aconteceu quando Tobi tentou morder um amigo de Renata que tentava proteger uma cadela. Dois dias após a cirurgia, Tobi já estava animado como sempre e Renata percebeu que um cão muito mais educado voltou ao lar. “Ele está mais calmo e a demarcação diminui muito”, diz a dona satisfeita.
A maioria destes benefícios só está garantida quando o procedimento é realizado antes da puberdade (ver quadro). “Após dois anos de idade, a castração de fêmeas não protege contra o câncer e infecções no útero, mas interrompe alguns processos do cio, como o sangramento”, explica a professora de técnica cirúrgica do curso de Medicina Veterinária da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e coordenadora da Unidade Móvel de Esterilização e Educação (Umes) ou Castramóvel, Simone Guérios.
A necessidade de reprodução pode deixar os cães mais agitados e fazer com que as gatas miem demais durante as madrugadas. “Estes comportamentos costumam incomodar os donos e, com a castração, eles deixam de ser repetidos”, diz a médica veterinária da Clínica Mania de Gato Marúcia de Andrade Cruz. Em animais já adultos, a cirurgia não interrompe as manias de demarcação e de fugas noturnas, por isso é recomendável que o procedimento seja feito antes que eles criem estes hábitos.
Educação, em vez de castração em massa. Esse é o principal objetivo da Unidade Móvel de Esterilização e Educação (Umes), popularmente chamada de Castramóvel. O projeto da Universidade Federal do Paraná, que conta com um centro cirúrgico dentro de um ônibus, funciona em parceria com a prefeitura de Curitiba, desde 2010. Dentro do centro cirúrgico, cães e gatos são castrados somente depois que seus donos assistem às palestras sobre guarda responsável e saúde animal.
“Após esta etapa [das palestras], os animais passam por uma checagem física, vacinação, exames de sangue e ultrassom e [só então] acontece a cirurgia”, explica a bióloga da Rede de Proteção Animal da prefeitura Sueli Kiniko Sasaoka.
Cerca de 12 animais são operados a cada ação, mas a educação é a parte mais importante do processo. “Recebemos críticas, pois muitas pessoas acham que deveríamos atender todos os cães e gatos abandonados, mas uma das condições para a castração na unidade é que o animal tenha um dono. Sem esta conscientização, não é possível diminuir o número de animais nas ruas”, analisa a coordenadora do projeto, Simone Guérios.
O serviço é prestado apenas à população de baixa renda e de forma gratuita – em clínicas veterinárias, a cirurgia custa em torno de R$250 a R$600.
Vantagem em qualquer idade
Não há limite de idade para que um animal possa ser castrado. A única diferença é que, antes da cirurgia, pets idosos precisam passar por um check-up mais detalhado, além de fazerem os exames de sangue. “O animal idoso é castrado para o tratamento de doenças hormonais que podem ser evitadas e até curadas após a cirurgia, como câncer de próstata e de testículos”, diz a coordenadora do Castramóvel, Simone Guérios.
Os veterinários tranquilizam os donos que temem pela vida de seus bichos dentro de um centro cirúrgico: o procedimento nas fêmeas é feito com apenas um pequeno corte no abdômen e nos machos é mais superficial, pois não invade a cavidade abdominal. “No primeiro dia, eles podem ficar mais abatidos, mas depois já mostram a mesma disposição. A recuperação é boa e, em sete dias, os pontos podem ser retirados”, explica o cirurgião oncologista da Clinivet Thiago Sillas.